No flavour

16 01 2009

Assim, com o “u” mesmo. Eu acho mais bonito. A primeira vez que eu ouvi falar da palavra flavor foi na aula de quimica. Pra você, leitor burro e/ou sem instrução, flavorizantes são algumas coisas que dão cheirinho bom na comida, tipo um corante olfativo. Ótimo definição, não? Obrigada.

Pois é, na hora, eu como uma Diadorim jagunça do século XXI, que gosta de animes e passa esmalte na unha, pensei: que frescura da porra! Pois é, eu sempre achei corantes uma frescura. Jamais ligaria tomar refrigerante com cor de bosta, sabendo que, assim, eu ingeriria menos porcarias que me levariam a morte subita pelo miocardio central da jaratataca alemã aos 46 anos do segundo tempo. Mas, é a vida.

A primeira impressão é a que fica.
A imagem faz a diferença.
Beleza não põe mesa, mas abre o apetite.
Mais vale um passaro na mão do que dois voando.

Então… assim, é o mundo em que vivemos.
Um mundo de aparencias, conjeturas e refutações.

Escrevi só bobagem besta agora, mas saibam que, na hora, fiz muita reflexão sobre isso, sobre essa palavra…
Sobre os corantes e os flavourizantes, e como eles dão m valor especial ao que comemos. Maldades a parte, isso também serve as pessoas e as palavras. De como nós tentamos esconder nosso lado “cru” usando perfumes, brincos, pinturas, maquiagem, marcas, expressões “cools”.

Não digo isso desprezando, que fique registrado.
Acho que isso só é uma coisa ruim em pessoas que, desconhecendo a existência do que está além das tendências, desprezam o diferente. Ou seja, gente futil. Burra. Estupida. Merece ser moida com um moedor de carne e dada ao gado faminto do nordeste, que sem capim, comeria até essa bosta.

Já eu, acho os flavourizantes muito uteis.
Ontem eu assisti Memoirs of a Geisha (Memorias de Uma Gueixa). Achei interessante quando a Sayuri respondeu ao tenente (era tenente aquele velho tarado?) que, no Japão, tudo é um ritual para que haja prazer na rotina.

Acho que se não buscassemos prazer na vida, além do sexual, ainda estariamos na Idade da Pedra, copulando o dia inteiro e comendo carne de jacaré de noite.

Já que eu estava falando em Japão, a outra vez que vi o termo “Flavour”, assim com U mesmo, foi lendo Bleach. Para você, leitor sem cultura que só conhece turma da mônica, Bleach é um mangá (especie de HQ japonesa que se lê de trás pra frente) onde o protagonista é um soul reaper, que corta os hollows com sua zanpakutou para purificar suas almas e mandá-los para a Soul Society. Esclareci bem, não é. Sou a melhor nisso.

Especificamente, estava escrito NO FLAVOUR na camisa do Ichigo. Com toda minha reflexão sobre o assunto, ver essa expressão na camisa do protagonita mais cool dos animes atuais me encucou.
Realmente, ele fala quase tudo que pensa, não faz cara bonita a toa (nunca vi ele sorrindo! omg) e, sei lá, ele é muito sem flavour, mesmo. Mas, ao mesmo tempo, os desenhos que o Kubo faz dele são os mais estilosos. Ele se veste super bem. Não sei me expressar muito mais que isso, mas é isso aí. Ele tem um flavour, mesmo não tendo. E…graças a Google!

Então, quando decidi criar um blog, pensei: quero falar o que eu penso, sem copiar estilos de posts nem estilos de blogar nem pensando em visitas, só isso, queria uma coisa minha, realmente. Quero ler e me reconhecer ali. Pra mim, quase. Mas demorei para amadurecer esse conceito. É abstrato demais até pra mim.
Por isso o blog tem fases e fases.

Eu sempre desisto dele. Não tenho muita paciencia pra blogar. Mas, outro dia, vi num maço de Carlton escrito: “A touch of flavour.” Decidi voltar a tocar aqui. Eu tava puta porque eu sempre achava escrito flavor, ao inves de flavour. Pensava que tinha errado o nome do blog, a principio, e tinha vergonha.
Um maço de Carlton salvou meu blog.
Viva a nicotina!

Ah, e flavour, me lembra francês.
E os perfumes franceses são os melhores ;)


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2 03 2009
Mike

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